Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) estão desenvolvendo uma pesquisa inédita no Brasil que visa empregar a capacidade olfativa de cães no auxílio à identificação de doenças. O projeto busca treinar os animais para detectar sinais de enfermidades como câncer, tuberculose e esquistossomose em amostras biológicas humanas.
A iniciativa, batizada com um nome que ainda não foi divulgado, tem como premissa a utilização do olfato canino como ferramenta complementar em diagnósticos médicos. A ideia é que os cães possam identificar compostos voláteis específicos liberados por organismos doentes.
Segundo as informações disponíveis, o treinamento dos cães envolverá a exposição a amostras biológicas de pacientes diagnosticados com as doenças em questão. O objetivo é que os animais aprendam a associar determinados odores à presença das enfermidades.
A pesquisa se propõe a explorar a sensibilidade olfativa dos cães, que é significativamente superior à dos humanos, para a detecção precoce de patologias. A expectativa é que essa abordagem possa, futuramente, otimizar processos de triagem e diagnóstico.
A Universidade Federal do Espírito Santo é a instituição responsável pelo desenvolvimento deste estudo. Detalhes sobre a equipe de pesquisadores envolvida e os métodos específicos de treinamento ainda não foram completamente detalhados.
O impacto prático potencial desta pesquisa reside na possibilidade de criar um método de detecção não invasivo e de baixo custo para algumas doenças. A capacidade de identificar sinais precoces pode ser crucial para o sucesso do tratamento.
A pesquisa está em andamento e, segundo as informações disponíveis, os cães estão sendo treinados para identificar as doenças mencionadas. O estágio atual do projeto e os resultados preliminares não foram especificados.
Os próximos passos da pesquisa envolverão a validação da capacidade dos cães em identificar as doenças em um número maior de amostras e, possivelmente, em diferentes contextos clínicos. A continuidade do estudo dependerá dos resultados obtidos nas fases iniciais.
Fonte original: g1.globo.com.
